Netflix Reviews: Sense8

Olá meus amigos, tudo certo? Aí vai uma revelação: sou fã de Netflix. É uma plataforma que revolucionou a forma de consumir filmes e séries e abriu um novo mercado. A comodidade de você estar assistindo algo na sua casa, parou e conseguir continuar assistindo na casa da sua namorada, sem ter que se preocupar com o tempo transcorrido do filme no momento em que você parou ou ter que carregar qualquer coisa com você. Basta apenas conexão à internet.

O objetivo desse post não é fazer jabá para a Netflix (até porque não recebo um centavo sequer deles, na verdade pago R$19,90 ao mês hehehe) nem ficar listando seus inúmeros benefícios com relação a forma tradicional de assistir filmes, mas era necessária uma introdução maior para contextualizar o título desta postagem. Netflix Reviews será um quadro que farei aqui no blog com minhas opiniões sobre os filmes ou séries que assisto. Já fiz isso com o House of Cards e também com o Sense8, mas vou tentar fazer aqui com maior frequência com filmes. Tem muita coisa boa no serviço que vale a pena ser compartilhada. Não farei nenhuma análise técnica cinematográfica das obras, apenas minhas percepções, sensações ou pensamentos provocados pelo que assistir.

Minhas primeiras peruadas, no entanto, não serão sobre um filme, mas sobre uma série. Sense8 é uma série bem interessante escrita, produzida e dirigida pelos irmãos Wachowski, os mesmos que dirigiram a obra prima Matrix, e me foi recomendada pelo meu camarada Alex Mansour que ficou super empolgado. Segundo suas palavras, começou a assistir sem grande expectativa e terminou a série em alta. Esse comentário dele talvez tenha elevado minha expectativa na série e isso nem sempre é uma coisa boa.

Atenção: spoiler do primeiro episódio nos próximos 2 parágrafos. Se ler, é por sua conta e risco.

A série tem um primeiro episódio intrigante, em um tom bem sombrio e misterioso. Uma mulher toda esculhambada, descabelada e vestida de branco se vê em um lugar abandonado que parece uma igreja meio destruída, escura, sozinha. Ela se contorce de dor em cima de um colchão velho. Se vira de bruços e pega uma arma e açgo que se parece um anel, que ela morde. Ela então estende um braço pra cima, com a câmera fechada em sua mão, e de repente outra mão se aproxima e a segura, acalentando-a. Ele diz pra ela que aquele era o momento, que ela precisava fazer algo, mas ela argumenta estar fraca. De repente ela infla o peito, ergue o corpo ainda sentado sobre o colchão e diz: "I see them". A partir disso, começam a aparecer outros personagens, em lugares completamente distintos em situações totalmente variadas, e ela aparece, de algum modo, a cada um deles. A trilha sonora e o ritmo das cenas é muito bom, te deixa super envolvido.

Do nada, então, aparece mais um cara por trás dela. Um coroa misterioso de uma traquilidade assustadora chega em seu ouvido sussurrando enquanto ela se protege no colo do Said, que a encoraja a fazer algo que eles pareciam já ter conversado antes. Ela pega a arma, olha pensativa para o revólver enquanto ouve o coroa dizer que ela já ameaçou fazer isso muitas outras vezes. Poucos segundos depois, entra em cena o coroa com passos firmes, acompanhado por uma equipe de policiais ou agentes especiais. Ela enfia o revólver na boca, o coroa ordena que seus campangas a impeçam e ela puxa o gatilho.

Vai, não sou nenhum escritor, mas essa sequência é intrigante, né não? Pô, você já fica como, ligadão querendo saber que parada é essa de gente aparecendo do nada pros outros e uma capacidade de bilocação. Pois bem.... uns 7 episódios se passam e nada acontece,

Tá, não é exatamente nada. O objetivo desses primeiros episódios é apresentar as 8 pessoas (sense8), as mesmas pra quem ela apareceu enquanto conversava com o Said, e o que eles tem em comum: a capacidade de sentir, experimentar e interagir com os outros que compartilham desse mesmo dom. Não rola nenhuma pista do que isso possa ser durante esses primeiros episódios.  Se a idéia era de utilizar os 8 primeiros episódios para apresentar cada um dos personagens, poderiam ter feito isso com um foco maior em cada um deles, explorando melhor suas histórias. Mas a narrativa é fragmentada, eles falam um pouco de quase todos os personagens em todos os episódios. Eu achei que isso deixou o desenrolar da história lento desnecessariamente. Tudo bem que a gente entende como é que esse dom ou variação genética se manifesta, mas foi demais. Eu quase desisti de assistir.

O que vale é que já nos últimos episódios da temporada (são 12 nessa primeira) eles retomam o foco no que é importante: o dom que eles possuem, quem é o Said, quem é a mulher que se matou, quem é o coroa que fez a mulher se matar (não que essa fosse a intenção dele), qual a relação entre eles e qual a relação com os outros 8 personagens.

O que dá pra entender nessa primeira temporada é que os sensates, como são chamados esses 8 que compartilham suas vidas de modo remoto, digamos, são uma evolução da raça humana ou uma nova espécie, algum tipo de "homo-sensapiens" hehehe. Tem um episódio já pro final da temporada que o Said conversa com o Will, um dos 8 e um dos primeiros que tomam maior consciência de sua condição, capacidade, contextos e perigos, e coloca que eles estão presentes desde sempre na história da humanidade. Seriam uma espécie muito mais conectada entre si e com a natureza, com uma relação completamente diferente com a vida. O homem, que seria diferente de um sensate mas também muito semelhante, por não ter essa conexão metafísica com outros de sua espécie, tem maior facilidade de tirar a vida de um semelhante. Já os sensates, em um caso desse, sentem toda a dor da morte, do ferimento, bem como de sensações boas e prazerosas, como ouvir uma bela canção e fazer sexo.

Sua coexistência com os homens, no entanto, não tem sido tão harmoniosa assim. Existe uma organização, a OPB (algo do tipo Organization for Preservation Biological, algo assim. Não encontrei o significado em uma busca preguiçosa no Google), que é comandada pelo tal coroa supramencionado (chique, hein? rs), que se chama Mr. Whispers,, ou Sr. Sussurros. Ele, aparentemente, também é um sensate, mas joga contra os de sua espécie, se utilizando de seu dom compartilhado para encontrar e caçar outros sensates. O porque de fazer isso não foi revelado ainda. Sabe-se também que a mulher maltrapilho, chamada de Angelica, o Said (Jonas) e os outros 8 não são os únicos sensates vivos naquele momento pelo planeta, mas parece que eles só tem a capacidade de se relacionar entre si. Me parece que a Angelica deu à vida cada um deles naquela cena do primeiro episódio, mas isso não fica claro. Sinceramente não sei se eles se tornaram sensate naquele momento ou se já nasceram sensate. É como se eles formassem uma família ou um clã sensate, onde Angelica e Jonas seriam os patriarcas. Ao mesmo tempo, num determinado momento da série, é revelado que uma outra sensate que não pertence à mesma árvore da Angelica, seguindo a lógica do clã, pressente a morte de Rylei, uma dos 8 e amor de Will, e a salva da morte.

A capacidade de nascer sensate parece não ter nada a ver com genética filial. Não é citado em momento algum que os pais dos 8 personagens eram sensates, mas todos os 8 compartilham da mesma data, ou momento, de nascimento. A cena em que mostra os 8 nascimentos é bem interessante. Fica a pergunta de qual seria o pré-requisito, digamos assim, para ser um sensate, se é algo casual, como uma seleção natural, se é algo premeditado por alguém, como pode ser suspeito na revelação de Angelica antes de sua morte, ou ainda se haveriam outras causas não reveladas.

É muito legal quando eles começam a tomar consciência dessa capacidade que possuem e o quanto cada um se envolve com a vida do outro. Em diversos momentos de dificuldade, outros sensates aparecem e ajudam aquele que precisa. Essa ajuda não é física, do tipo que a pessoa aparece em carne e osso no local da outra e interage junto. Tudo se passa no âmbito psicológico ou mental, onde um absorve temporariamente as capacidades do outro. Por exemplo (se não quiser spoiler, pula pro próximo parágrafo!): há um momento em que Capheus Van Damme, um de meus personagens favoritos, se vê numa enrascada com criminosos do Quénia (ou Quênia), seu país, e aí "aparece" a Sun, uma coreana mestre em alguma área de conhecimento (ela cita mas eu não lembro agora) mas que luta uma barbaridade. Daí, nosso Van Damme, que não luta nada mas tem muita coragem e caráter, dá uma surra nos criminosos graças à Sun que meio que incorporou nele. Isso acontece em vários momentos com os personagens e é muito legal.

A série é muito boa mas eu achei a primeira temporada fraca, mal explorada e conduzida. Me senti um palhaço tendo que assistir 12 episódios quando tudo o que foi dito poderia ser condensado em 4 e trazer muito mais trama, ação e mistérios nos outros 8 episódios. Talvez eu tenha elevado a expectativa por conta dos comentários que recebi do Alex. Mas valeu a pena. Fica agora a frustração de ter que esperar mais 1 ano ou sei lá quanto tempo pra próxima temporada.

E você, já conhece a série? O que achou? E você que não conhecia, se interessou em ver? Deixe aqui o seu comentário e vamos trocar figurinha sobre essa série que eu mal conheço mas considero pacas (hehehe, nem tanto, mas vale a piada rs).

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